A indústria de produtos químicos tem apresentado novos produtos específicos para uso em sistema de ar-condicionado, com menor agressão aos materiais e ao meio ambiente e oferecendo diversas opções às empresas prestadoras de serviços de manutenção. Diante desse cenário, os fabricantes também têm avançado muito nas últimas décadas, com inovações tecnológicas no desenvolvimento de equipamentos cada vez mais eficientes do ponto de vista energético. A confiabilidade dos equipamentos também ganham destaque, uma vez que oferecendo longevidade e durabilidade superiores se mantidos adequadamente pela equipe de serviços.

Função do circuito de água de resfriamento

Além do adequado tratamento da água, é preciso realizar paralelamente o tratamento do ar climatizado, uma vez que não existe contato direto entre os dois fluidos. De acordo com Edgar E. Watanabe, diretor da Chemgard, não existe, em tese, um potencial contato entre as torres e os condensadores evaporativos, porém, em edifícios onde o espaço físico é limitado, a torre de resfriamento fica próximo aos dutos de entrada de ar, propiciando assim a contaminação. “Considerando a evaporação e arraste das gotículas  de água do equipamento de resfriamento, poderá haver entrada destas partículas de água para os dutos de ar. Nestes casos, se o tratamento de água contra o crescimento microbiológico não for eficaz, essas gotículas podem causar o aparecimento de algumas famílias de microorganismos variados, incluindo a Legionella, causadora de um tipo de pneumonia”, destacou Watanabe. 

Apesar da possibilidade de aparecimento da Legionella, o diretor da Chemgard destaca que ela é remota, uma vez que esse tipo de microrganismo cresce em temperaturas entre 30°C e 40°C, aliado ao acúmulo de Iodo orgânico. “Estas condições ocorrem somente em sistemas de resfriamento sem tratamento ou com tratamento inadequado. É função do programa de tratamento de águas incorporar produtos e procedimentos para controlar a formação de incrustações e inibir o processo corrosivo” completa Watanabe. 

É fundamental salientar que a água reposta em um sistema de resfriamento deve ter um padrão SABESP de clarificação, garantindo dessa maneira que causadores de problemas, como sólidos em suspensão e material orgânico existentes na água sem tratamento, não aumentam o potencial de problemas do sistema. ”Observamos com a crise hídrica em São Paulo que as empresas e edifícios iniciaram uma série de procedimentos para economizar água, com a utilização da água de reúso. Uma delas foi a diminuição de purgas das torres de resfriamento que se utilizam deste procedimento para manter  as concentrações de sólidos dissolvidos em níveis não incrustantes. Com a diminuição de purgas, tem ocorrido um aumento desses sais, incluindo cálcio e sílica, subindo o potencial de formação de crostas” alertou o diretor da Chemgard. 

Em muitos casos, a água de reúso foi utilizada em sistemas de resfriamento e, com exceção da água de chuva (filtrada e clorada), todas as águas de reúso contêm um alto teor de sólidos dissolvidos (dureza, ferro, cloretos, sulfatos, etc) e um potencial de corrosão e incrustação elevados exponencialmente. Assim, a água de reuso tem de ser avaliada criteriosamente para ser utilizada além dos reservatórios para incêndio, lavagem de pisos, uso em jardins e, claro, em descargas sanitárias. Existem padrões nacionais e internacionais estabelecidos por entidades de engenharia (lWC), corrosão (NACE, ABRACO), de normas técnicas (ASTM, ABNT), padrões de qualidade (CETESB, ANVISA, SABESP) que balizam os procedimentos adequados para controle de corrosão, crescimento microbiológico e incrustação. As entidades, no entanto, não têm o papel de atuar como agências fiscalizadoras, esse crivo é estabelecido apenas pelo padrão de qualidade do cliente e fornecedor, que através de metodologias analíticas e controle operacional, procuram manter os padrões do tratamento dentro dos limites permissíveis. Com relação ao PMOC, existe um item deste plano de manutenção relacionado ao tratamento de água que é o de eliminar sujidades, danos e corrosão. Este plano faz parte do dia a dia da empresa da Chemgard, que mantém uma cobrança contínua para a evolução das métricas de execução do programa responsável pelo PMOC. 

Dentro do plano de atendimento aos seus clientes, a Chemgard adota um procedimento de formar técnicos na especialidade, contratando jovens químicos, que após um período de estágio em laboratório, efetuam os serviços operacionais de coleta de amostras, análises de campo, check de dosagem de produtos e sistemas de dosagem, sendo sempre supervisionado por profissionais experientes. O tempo de trainee é de no mínimo 1 ano, antes de o jovem químico passar a assumir as decisões no programa geral do tratamento. De uma maneira geral, a conscientização e a mentalidade de responsabilidade em relação aos usuários de grandes áreas de climatização, associados a investimentos em um um bom PMOC e o respeito das tendências naturais atuais deverão resultar em avanços na qualidade dos ambientes internos. 

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